Opinión
E direi-vos eu da «orthografia»
Estes dias um dos temas mais relevantes para os estudantes, que vam realizar as provas de acesso à Universidade, reside nos temários e possíveis perguntas ou exercícios, porém nom de menos relevância será a incidência sobre a qualificaçom de cada matéria em caso de que se penalizassem as «faltas de ortografia», máxime quando podem existir discrepâncias entre os docentes que consideram que devem ser penalizadas com maior ou menor severidade em funçom de cada caso concreto: o alfabeto e o uso das letras, os sinais auxiliares da escrita os acentos e a acentuaçom, etcétera.
Por ortografia considera-se o conjunto de regras estabelecidas pola gramática de cada língua, neste caso as línguas românicas da Península Ibérica, que ensina a escrita correta das palavras, o uso dos sinais gráficos que destacam vogais tónicas e os sinais de pontuaçom esclarecedores de funçons sintáticas da língua. Podem distinguir-se a «ortografia fonética» (que procura manter umha correspondência dous a dous entre as letras e os sons das palavras), a «ortografia etimológica» (que conserva letras próprias da língua da qual se origina a palavra) e a «ortografia mista» que mistura os critérios da ortografia etimológica com os da ortografia fonética.
Na História das línguas românicas o tema da ortografia sempre foi objeto de conflitos, por existir profunda falta de entendimento. Contodo os conflitos existem em muitos âmbitos, e apenas mencionams: conflitos de interesses, conflitos de jurisdiçom, conflitos de jurisprudência... Os conflitos podem subsanar-se com um «Acordo ortográfico», difícil de conseguir nos casos em que essas línguas se falem por milhons de pessoas de diferentes países.
Temos participado como avaliadora em várias convocatórias e por mais que existiam diretrizes e normas para os corretores, sempre havia diferenças pois os critérios utilizados para calibrar a pontuaçom apresentavam notáveis singularidades, havia qualificaçons em que predominavam pontuaçons máximas e também exemplos em que as máximas eram mais escassas. Embora costumava aplicar-se o critério da «benevolentia», era impossível unificar matematicamente os resultados.
Somos do parecer de que a melhor idade para dominar a ortografia se nuclea por volta dos dez anos. Lembramos aqueles exames de ingresso no Instituto de Ponte-Vedra, um edifício majestoso onde os nenos e as nenas que íamos examinar-nos desde Ogrove (onde existiam a escola de nenas com umha mestra excelente Dona Glória e a escola dos nenos com outro mestre magnífico Dom Cláudio). Além do domínio da ortografia e cuidado da caligrafia os estudantes tínhamos noçons ainda válidas hoje sobre Ciências Naturais, Geografia, Gramática, História...
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