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Opinión

Os vírus venhem e vam

A palavra substancial deste artigo é um claro latinismo, que denotava «veneno», e pode documenta-ser em obras lexicográficas no século XVII, porém como nom somos bióloga apenas aportamos uns dados básicos pola enorme dificuldade que leva implícita qualquer termo do mundo da Ciência, neste caso concreto, especialmente, a Biologia, a ciência que estuda os seres vivos e as leis que os regem, bem como a sua evoluçom e as suas relaçons com o ambiente.

Buscamos em dicionários a definiçom da palavra «vírus» e de maneira muito simples podemos expressá-la assim: cada um de um grupo de agentes infeciosos diminutos caraterizados entre outros factos pola habilidade de se replicarem no interior de células vivas hospedeiras. Podem distinguir-se: «vírus animal», «vírus da imumodeficiência humana» (denominaçom de dous tipos de vírus da família dos retrovírus, responsáveis pola sida, os quais infetam e destroem os linfócitos, após tê-los usado para se reproduzirem), «vírus vegetal», etcétera. Dos parágrafos anteriores é fácil deduzir a complexidade do tema, por isso os governos devem dedicar muitos recursos económicos, humanos e materiais para um tema de tanta relevância como o presente, fazer as consultas e buscar o assessoramento dos cientístas de reconhecido prestígo e prescindir dos incompetentes que já noutros casos dérom provas evidentes da sua ineficácia.

Infelizmente vemos mais umha vez que o Governo nom concede a importância necessária aos temas sanitários, nem tampouco dota de recursos humanos e materiais a Sanidade pública, o mais habitual é o esbanjamento do dinheiro público em assuntos irrelevantes, que podemos ver a diário nos meios de comunicaçom. Os cidadaos do comum nom acabam de saber analisar o facto de que depois de ter combatido um vírus, agora apareça outro, e menos ainda que alguns responsáveis dos temas sanitários ou representantes do Governo fagam comentários improcedentes, pois o tema ultrapassa as competências sensu estrito das Comunidades Autónomas e reside basicamente no Governo do Estado. Tampouco se pode compreender que nom atenda as reclamaçons justas e necessárias dos sanitários, obrigados a fazer greves pola desatençom manifesta do Governo, nomeadamente da Ministra de Sanidade, licenciada em Medicina.

Urge que a classe política se ponha a defender os interesses e a saúde dos cidadaos, abandone a degradaçom moral, nom pratique o cinismo e o cálculo político pensando unicamente nos resultados eleitorais e dedique mais ajudas económicas, recursos humanos e orçamentários à investigaçom. Na Galiza temos excelentes biólogos, médicos, virologistas etc. capazes e muito competentes para solucionar a gravíssima problemática dos vírus.

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