Opinión
Corruptos e mentirosos
A primeira palavra herdada do latim é o particípio passivo do verbo «corrumpo» significava «corromper», «subornar» está documentada entre outros autores em Cicerom, que falava de «corrumpere tabulas publicas» «falsificar os registros públicos», «corrumpere mores civitates» «perverter os costumes cidadaos», também aparece em Horácio quando menciona «corruptus judex» «juiz subornado».
Na História da Lexicografia galego-portuguesa achamo-la no século XV: «ou som casados com molheres corruptas em tal Guisa, que nom som Clerigos certos», «e estám casados com mulheres corruptas de tal maneira, que nom som autênticos clérigos». Poderíamos concluir que os corruptos existiam em Roma e na Península Ibérica antes do século XV, conforme a informaçom quase notarial das obras lexicográficas, importantes testemunhas no tempo.
A unidade lexical «mentiroso» é um derivado do substantivo «mentira», quer dizer está relacionada com o verbo «mentir», mas de maneira obscura; aparece num texto do século XII (ano 1166), um parassinónimo seria o vocábulo «mentireiro», que foi objeto de várias hipóteses etimológicas, achamo-la num texto do século XII (ano 1166), quer dizer os mentirosos tenhem vários séculos de existência, e costumam ser um perigo para toda a sociedade, nom som nada novo. Aparecem em geral nas esferas do poder, até o extremo de que numha máxima podemos observar o dito de : «o poder corrompe». Na sabedoria popular (máximas, refráns, etc.) sobreabundam enunciados relacionados com o poder e o «dinheiro»: «De inverno a inverno, o dinheiro é para o governo», «O dinheiro, de umhas pessoas é senhor, e de outras servo», «Dinheiro chama dinheiro», «Poderoso cavaleiro é dom dinheiro»...
Como critério geral poderíamos asseverar que estas pessoas aparecem caracterizadas por serem «corruptas» e «mentirosas», quer dizer, dam falsas ideias da realidade. Seria possível interpretar, segundo o nosso critério, que psicologicamente costumam ser enganadoras, fingidoras, hipócritas, presumidas, trapaceiras... porém para que se podam situar neste âmbito é necessário que tenham certo «poder», nomeadamente inerente à classe política ou às Administraçons públicas, quanto mais poder e dinheiro tiverem possivelmente existiria mais corrupçom.
Nestes dias tivemos dramas e tragédias muito graves em acidentes ferroviários, semelhantes às acontecidas nom há muitos anos, oxalá que todas as Administraçons públicas trabalhem inteligente e honestamente e nom existam nelas virtuais corruptos e mentirosos, para que estas desgraças nom voltem a suceder: «E que os falecidos Descansem em Paz!».
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