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Opinión

Constância e sabedoria, “asmoz eta jakitez”

As parémias, isto é refráns, provérbios ou sentenças, existem em todas as línguas históricas e tenhem um grau de fixaçom relativamente importante, porque som unidades completas no discurso, por este motivo mal admitem modificaçons. Neste texto lembramos um exemplo conhecido em Euskadi, esculpido em pedra no escudo de umha casa-torre biscaínha, este é o lema da “Eusko Ikaskuntza", a Sociedade de Estudos Bascos, umha importante instituiçom cultural. A ideia fundamental do provérbio é que o de abaixo pode alcançar o de arriba e o pequeno pode vencer o grande, mediante a constância e a sabedoria, para poder enfrentar-se ao futuro. Pode aparecer em momentos de ganhadores e perdedores.

O significado da palavra constância deve ser conhecido e embora a sinonímia seja um tema muito debatido, pois existem semantistas que postulam que a sinonímia completa nom existe, há outros defensores do postulado de que podem achar-se exemplos de sinonímia parcial ou parassinónimos. Para que dous termos sejam sinónimos é necessário que possuam o mesmo contido descritivo, ainda que nom podam trocar-se entre si em todos os contextos. Como umha das gravíssimas carências da normativa oficialista é a enorme pobreza lexical, apresentamos a seguir alguns sinónimos: assiduidade, firmeza, insistência, perseverança, pertinácia, tenacidade...

"Ninguém nasce com sabedoria, há que buscá-la e ajuda a achar a verdade"

Muito mais complexo é o conceito e a definiçom científica da palavra sabedoria: ‘qualidade de sábio’. Mais umha vez temos que reler a Bíblia, onde aparece com absoluta clareza, que é umha virtude muito importante para a sorte da vida futura. Está, entre outros, no Livro da Sabedoria, um livro didático, profundo, pleno, que elogia a verdadeira sabedoria, umha qualidade intrínseca polos bens que proporciona ao espírito humano. Ninguém nasce com sabedoria, há que buscá-la e ajuda a achar a verdade. Esta virtude nom existe nas pessoas amorais, corruptas, desleais, desonestas, falazes, imorais, mentirosas, mais preocupadas do mundanal ruído do que da vida sossegada, por esta razom um poeta salientava “os poucos sábios que no mundo existírom”. Esta qualidade exige acumular muitos conhecimentos científicos, o saber na sua dimensom mais extensa, além do mais é contrária à ruina moral e nom abunda entre alguns representantes da classe política atual, que apenas sabem as línguas históricas.

As pessoas que defendemos o galego-português sempre temos em conta uns princípios científicos, lembramos ideias de outras parémias como “Água mole em pedra dura...”, mas sabemos também que o pequeno pode vencer o grande e que o de abaixo pode alcançar o de arriba. Com constância e sabedoria a nossa vitória estará muito próxima, somos pessoas que buscamos o saber, a sabedoria (seguimos estudando a diário), virtude que proporciona muitos bens ao espírito humano e dignifica esta língua românica tam ameaçada pola esfera do poder académico e político.

*Professora Catedrática de Universidade

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