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María do Carmo Henríquez Salido

Vigo e Guerra da Cal (1911-1994)

Este jornal está a informar sobre a história da cidade de Vigo, colaboramos com umhas notas sobre umha das figuras internacionais mais importantes da Galiza no século XX: Ernesto Guerra da Cal (Ferrol, 19 de dezembro de 1911 – Lisboa, 27 de julho de 1994). Escritor e investigador pouco conhecido na sua terra natal, polo feito de se ter sempre recusado a viver numha pátria colonizada, tanto política e socialmente como no âmbito lingüístico cultural. Sempre conservou o seu saudoso amor pola Terra e o seu sonho com o seu irrenunciável ideal da grande “Portugaliza”. Galego de nascimento, galaico-português de vocaçom e americano de nacionalidade. Conhecido pola sua amizade com García Lorca, Afonso Rodríguez Castelao, Blanco Amor… Fole é o narrador de Quiroga (Lugo) e Guerra da Cal, o seu poeta. Escreveu palavras emocionadas sobre esse paraíso que é a comarca quiroguesa: “Do Lor ao Sil / que verdor / de orvalho / no mês de Abril! / Do Sil ao Lor / que / tremor febril / de cor”. Um dos mais importantes estudiosos do Eça de Queiroz.

Este exiliado e escritor universal que viajou por todo o mundo nom foi um poeta qualquer; professor de literatura em Nova Iorque, Rio de Janeiro, Lisboa, etc. O “mestre da nova Galeguidade” (1985) identificou os dous bandos que digladiavam: um o poder autonómico com os seus recursos, o seu nepotismo, que, de colaboraçom com identidades isolacionistas engenhou e oficializou umhas aberrantes normas, cujo evidente propósito era condenar o galego ao languidescimento como dialeto do espanhol. O outro, sem poder económico e sem apoio oficial, os reintegracionistas, defensores de umha Galiza galega. Censurava duramente a petitesse (a pequeneza, a indignidade).

A cidade de Vigo devia de ser nas décadas de 1950 e 1960 um potente foco, para poder acender a luz que proseguisse o caminho definido nos ideais e objetivos do velho Partido Galeguista, cristalizados na fundaçom da editora Galáxia,o dia 25 de julho de 1950, em Compostela, para que trabalhasse como “Partido Galeguista na sombra”; a ditadura nom permitia outras possibilidades. Na fotografia estám: Jaime Isla Couto, Francisco Fernández del Riego, Ramón Otero Pedrayo… É todo um símbolo que nom apareçam Marino Dónega, Domingo García Sabell e Ramón Piñeiro. O velho José Bieito Abraira e Júlio García Santiago informarom-nos sobre a origem e a situaçom “desta empresa mercantil”.

Guerra da Cal estivo várias vezes em Vigo, das suas visitas oferece um bom resumo Joel Gómez (2015). No FARO DE VIGO em 24 de agosto de 1967, aparece numha fotografia com Fernández del Riego e com Elsie, a sua esposa, nessa data desloca-se para apresentar a Elsie à mãe, quem morava nessa altura na Residência Angelicas, perto de outros familiares. Voltará anos mais tarde, encontra-se com Fernández del Riego e Ramón Piñeiro e também com Álvaro Cunqueiro ou Valentim Paz Andrade.

*Professora Catedrática da Universidade

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