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María do Carmo Henríquez Salido

Compromisso, repressom, ostracismo, dogma e figura poliédrica

O dia 15 de abril apresentou-se o volume em homenagem a Carvalho Calero por parte ‘do Departamento de Filologia Galega e de toda a Universidade de Santiago’ (p. 10). Muito importante: liberdade de forma e de conteúdo, ‘liberdade ortográfica e morfológica’ (p. 17). A autora nom analisa os valiosos e rigorosos contributos de Beramendi (pp. 23-44), Aracéli Herrero (pp. 45-72), Aurora Marco (pp. 73-95), Dobarro (pp. 99-116), Quiroga (117-146), Villanueva (pp. 147-166), Casas (pp. 167-206), Ferreiro (pp. 207-234) e Forneiro (pp. 235- 254). Comenta temas da ‘Historiografia Lingüística', onde nos iniciamos em 1994 com Hans-J. Niederehe.

O livro consta de 395 páginas; 24 cm. e incorpora fotografías cedidas por Moncho Rama. Na Introduçom, Cidrás (pp. 9-44) salienta a sua atividade política e investigadora, menciona a inabilitaçom e o ostracismo a que fora submetido pola repressom franquista (p. 11). Carvalho é ‘umha figura poliédrica’ (p. 13), um operário da ‘construçom da naçom’ (p. 13), ‘todos os Carvalhos som formas diversas de um mesmo compromisso’ (p.15).

Dubert-García (pp. 255-281) descreve a génese da Gramática (1966), individual e dirigida a um público nom especializado, umha gramática normativa (p. 263), ‘umha carga que se lhe impom’ (p. 266), pois ninguém na Galiza estava em condiçons de realizá-la (p. 271), ‘por isso ganhou o seu lugar na Santa Companha de inmortais galegos’ (p. 278).

Santalha (pp.283-304) rememora ‘o silenciamento a que foi submetida a personalidade cultural de Carvalho (p. 283), ‘um polígrafo’ com formaçom ‘serôdia e autodidacta’ (p. 285), trabalhou em condiçons desafavoráveis (p. 289), existe ‘umha reintegraçom do galego no seu mundo originário’ (p. 292).

"A política oficial-académica deixou muitos, demasiados mortos e feridos polo caminho, um deles foi Carvalho"

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Pilar García Negro (pp. 305-328) constroi um alegado para defender a ‘dignidade do seu Professor’ (p. 310), ‘qualificar esta gramática de diglóssica supom ignorar as condiçons do momento histórico’ (p. 311). Elabora umha diatribe contra ‘um professor asturiano com um amplo elenco de colaboradoras-es ao seu serviço’ e ‘mesmo, de soi-disant independentistas’ (p. 312), ‘o novo dogma normativizado’ (p.313) e ‘o requisito de acatamento das normas do ILG’ (p. 318). ‘A política oficial-académica deixou muitos, demasiados mortos e feridos polo caminho, um deles foi Carvalho, a quem se decretou a morte civil, por nom encaixar naquel esquema de control e perseguiçom (pp. 329-357).

Monteagudo (pp. 329-357) nom contemplou ‘a figura poliédrica’. Nom tivo em conta o clima intelectual em que florescerom as suas ideias, nom reconstruiu todos os elementos integrantes da sua obra e introduziu aproximaçons atuais modificadoras da essência dos textos. Nom viu a evoluçom do seu ideário lingüístico em funçom das circunstâncias. Nom honra ‘a memória do velho professor’ nem louva o seu compromisso ‘em ganhar um futuro para o idioma galego’ (p. 353).

Rodríguez (pp. 361-395) salienta que deixou ‘três exemplos indiscutivelmente valiosos para a nossa história da literatura’ (p. 366) e elabora um cotejo exaustivo entre as ediçons (1951 e 1982) de “A gente da Barreira”: modificaçons gramaticais (pp. 371-385) e modificacons lexicais (pp. 385-393). Com a sua análise desmente que ‘inventasse normas em horas vinte e quatro’, o percurso dura trinta anos (pp. 393-395).

* Professora catedrática de Universidade

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